Criançada tá na hora da gente brincar

01/02/2017

 
Criançada tá na hora da gente brincar
 

 "Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva....",

 

Toquinho

 

 O brincar precisa estar no cotidiano do ser humano, mesmo que ele esteja mergulhado em compromissos, problemas, trabalho, horários.  Ao descuidar do ato de brincar, o adulto se envolve numa armadura que prejudica sua saúde mental e até física.

 

Donald Woods Winnicott, pediatra e psicanalista inglês,  tem o brincar como verdadeira construção estética do nosso mundo interno. Ele dizia, "Brincar é criar hipóteses, é desenvolver a capacidade de estar só na presença do mundo, é conhecer o próprio corpo no espaço e tempo. Brincar é importante para a saúde mental. Podemos observar as pessoas que adoecem mentalmente, demonstrando entrar  numa cápsula,  se afastando da capacidade criativa do brincar. Precisamos da área da ilusão, para atravessarmos o rio da vida. O brincar é coisa séria para a saúde."

 

Para o que serve a brincadeira?

 

O momento da brincadeira é uma oportunidade de desenvolvimento para a criança. Através do brincar ela aprende, experimenta o mundo, possibilidades, relações sociais, elabora sua autonomia de ação, organiza emoções.

 

O brincar desenvolve aprendizagem da linguagem e a habilidade motora. A brincadeira em grupo favorece alguns princípios como o compartilhar, a cooperação, a liderança, a competição, a obediência às regras. O jogo é uma forma da criança se expressar, já que é uma circunstância favorável para manifestar seus sentimentos e desprazeres. 

 

BRINCAR E APRENDER: ONDE E QUANDO?

 

 A criança que precisa ficar em alguma instituição da infância, por um período significativo para que os pais possam trabalhar, depende de uma pessoa adulta capaz de cuidá-la e educá-la fora de seu ambiente familiar. Nesse contexto, será designado a pessoa do educador, por entender que a relação dele com a criança, seja qual for a idade, deverá ser com  base na afetividade, na responsabilidade, no cuidar, no brincar e no educar. Os ambientes, denominados "de pedagógicos", deverão ser para a criança uma extensão do próprio lar. Para que isso se efetive adequadamente, o educador que trabalha nestas instituições necessita de uma boa formação profissional para proporcionar um direcionamento específico e ao mesmo tempo significativo para estas crianças, principalmente nos primeiros anos de vida. Com uma boa qualificação profissional, o educador deverá ser capaz de viabilizar situações onde a aprendizagem se torne significativa e prazerosa, onde a estimulação das diversas áreas do conhecimento seja aliada aos interesses naturais da criança.

 

Conclusão

 

Sabe-se que, o progresso científico e tecnológico surgiu  da curiosidade aguçada, de uma brincadeira tenaz, levada às raias da obstinação. Também não é preciso ser artista ou criar uma obra de arte para saber brincar. Basta observar o que faz o coração bater mais forte, com a sensação de prazer,  ainda que transitória,  de que a vida vale a pena ser vivida.

 

"... Vi terras da minha terra; por outras terras andei; mas o que ficou marcado; no meu olhar fatigado; foram terras que inventei...".
Manuel Bandeira

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