Artigo Semanal: O tempo e o legado



O tempo e o legado

Ainda não terminamos o ano de 2016. Tenha certeza que foi um ano de significativos acontecimentos e de rápidas mudanças. Um ano que movimentou o mundo, tirando todos da zona de conforto. Exigiu muita observação, reflexão, planejamento, execução e, principalmente, tolerância.


O Brasil passou - e passa - por um desgastante acerto de contas. De alguma forma, parte significativa da sociedade se organizou para alterar a prática da desonestidade, punir políticos e desconstruir o sistema de incentivo ilegais nas relações entre o Público e o Privado.



Qual foi o legado do ano de 2016?


Percebemos que é necessário aprofundar o processo de saneamento das Instituições e aproveitar a oportunidade para melhorar o país.


Garantir o prosseguimento da ação saneadora que promotores e magistrados iniciaram e que não poupem os poderosos, funcionários de altos cargos ou mesmo os tradicionais partidos.


2016 foi um ano de acirramento de ideologias, em que o conceito de esquerda e direita foi definitivamente colocado em xeque; deslizes éticos marcaram pessoas de todos os status, assim como muitas empresas.


Observamos que, mesmo após o impeachment da presidente da República, o país ainda segue quase estagnado. Quem se salva? Eu, sinceramente, não sei!


Mas, de algum modo, muitos cidadãos despertaram para a realidade. Observamos que nas redes sociais, nas mesas de refeições e nos encontros de família prospera a compreensão dos problemas nacionais.


Aprendemos que o Estado não pode gastar mais do que arrecada e não pode ser utilizado como cabide de empregos para aliados políticos. Precisa ser economicamente responsável e sustentável.


Para isso acontecer, precisamos nos livrar dos excessos de leis e fazer regulamentos. Já temos leis demais e respeito mínimo por elas. Convém exercer a liberdade com o respeito e tolerância pelo direito do outro.


O Estado precisa ser menor para justamente cuidar bem daquilo que lhe compete, como da saúde, educação e segurança.


O pensador Zygmunt Bauman alertou que " Viver entre uma multidão de valores, normas e estilos de vida em competição - sem uma garantia firme e confiável de estarmos certos - é perigoso e cobra um alto preço psicológico". Cabe-nos, portanto, recordar o passado recente, analisar a informação e relacionar aprendizados.



Os jovens podem mudar e salvar o mundo?


Certamente, os jovens precisam perseguir e consertar o estrago que os mais velhos fizeram. A capacidade de colocar isso em prática dependerá da imaginação e da determinação deles. Para que se deem uma oportunidade, os jovens precisam resistir às pressões da fragmentação e recuperar a consciência da responsabilidade compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Os jovens precisam trocar o mundo virtual pelo real.


E você, que me acompanhou ao longo deste semestre, qual foi o papel que você viveu neste ano? Você foi protagonista, colaborador ou um mero espectador? Lembre-se que tempo e legado caminham juntos! Pense nisso antes de Planejar de 2017.

#ProfessorSemFronteiras #Artigo #ProfCarlosDorlass

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